Inicialmente criado como um trabalho escolar, o blog pretende passar um pouco do espirito de contestação, tão perdido nos tempos atuais
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Não é nossa culpa Nascemos já com uma bênção Mas isso não é desculpa Pela má distribuição Com tanta riqueza por aí, onde é que está Cad...
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Em cima dos telhados as antenas de TV tocam música urbana , Nas ruas os mendigos com esparadrapos podres cantam música urbana, Motociclet...
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Surgida nos Estados Unidos na década de 1960, a contracultura pode ser entendida como um movimento de contestação de caráter social e cul...
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Quando nascemos fomos programados A receber o que vocês nos empurraram Com os enlatados dos USA, de 9 às 6. Desde peque...
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Imagem: Background - The Clash
A imagem Background (do Plano de Fundo) do blog, é uma imagem clássica, base da capa do terceiro álbum de estúdio, "London Calling", da banda britânica de punk rock The Clash.
A banda é uma das principais no cenário punk dos anos 70/80, cenário que foi uma das grandes inspirações para a contracultura e para o Rock Nacional de Brasília.
Vídeo: Que País É Esse?
"Sem dúvidas, uma das partes mais prazerosas do trabalho, o Rock apresentado como Rock!"
Violão (base) e Vocal: Thiago Miano
Violão (instrumental): Pedro Kezan
Percussão e Vocal 2: Ricardo Laraia
Câmera/Ajustes e Produção: Felipe Klajner e Guilherme Chuqui
Análise: Até Quando Esperar - Plebe Rude
Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Até quando esperar
E cadê a esmola que nós damos
Sem perceber que aquele abençoado
Poderia ter sido você
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Sem perceber que aquele abençoado
Poderia ter sido você
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus
Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus
Esperando a ajuda de Deus
Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus
Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos
Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos
Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos
Sei
Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Até quando esperar
A plebe ajoelhar
Até quando esperar
A plebe ajoelhar
Esperando a ajuda do divino Deus
Análise: A música, inicialmente, critica o fato de o País ser mostrado como rico e belo, porém isso não retornar a população. Critica o fato do Governo enriquecer com os impostos, mas esses não voltarem para que os pagou. O povo se ajoelha, se referindo, então, à Ditadura, e não faz nada além de esperar a ajuda de Deus. “Até Quando Esperar?”.
Análise: Música Urbana 2 - Legião Urbana
Em cima dos telhados as antenas de TV tocam música urbana,
Nas ruas os mendigos com esparadrapos podres
cantam música urbana,
Motocicletas querendo atenção às três da manhã -
É só música urbana.
Nas ruas os mendigos com esparadrapos podres
cantam música urbana,
Motocicletas querendo atenção às três da manhã -
É só música urbana.
Os PMs armados e as tropas de choque vomitam música urbana
E nas escolas as crianças aprendem a repetir a música urbana.
Nos bares os viciados sempre tentam conseguir a música urbana.
E nas escolas as crianças aprendem a repetir a música urbana.
Nos bares os viciados sempre tentam conseguir a música urbana.
O vento forte, seco e sujo em cantos de concreto
Parece música urbana.
E a matilha de crianças sujas no meio da rua -
Música urbana.
E nos pontos de ônibus estão todos ali: música urbana.
Parece música urbana.
E a matilha de crianças sujas no meio da rua -
Música urbana.
E nos pontos de ônibus estão todos ali: música urbana.
Os uniformes
Os cartazes
Os cinemas
E os lares
Nas favelas
Coberturas
Quase todos os lugares.
Os cartazes
Os cinemas
E os lares
Nas favelas
Coberturas
Quase todos os lugares.
E mais uma criança nasceu.
Não há mais mentiras nem verdades aqui
Só há música urbana.
Yeah, Música urbana.
Oh Ohoo, Música urbana.
Não há mais mentiras nem verdades aqui
Só há música urbana.
Yeah, Música urbana.
Oh Ohoo, Música urbana.
Análise: “Música Urbana” se refere a cultura passada e implantada na sociedade. As mídias ditavam a cultura, as pessoas aprendiam e repetiam a cultura e a ensinavam a suas crianças. As Forças do estado (PMs, etc.) eram programados com a cultura e a “vomitavam”. A música, então, critica não a cultura em si, mas a cultura imposta pela sociedade.
Análise: Voto Em Branco - Plebe Rude
Imaginem uma eleição em que ninguém fosse eleito
Já estou vendo a cara do futuro prefeito
Vamos lá chapa, seja franco
Use o poder do seu voto, vote em branco
Vote em branco!
Seja alguém vote em ninguém
Seja alguém vote em ninguém
Seja alguém vote em ninguém
Esquerda direita, em cima em baixo
Você assim e eu assado
Quando vamos para de tomar lados?
Quando vamos parar de ser enganados?
Enganados!
Vamos lá chapa, seja franco
Use o poder do seu voto, vote em branco
Vote em branco!
Seja alguém vote em ninguém
Seja alguém vote em ninguém
Seja alguém vote em ninguém
Esquerda direita, em cima em baixo
Você assim e eu assado
Quando vamos para de tomar lados?
Quando vamos parar de ser enganados?
Enganados!
Análise: A letra faz uma crítica aos políticos brasileiros que muitas vezes prometem e não cumprem o que dizem. Também é possível perceber que a música defende um governo de anarquia, pois diz que ambos os lados políticos, direita e esquerda, são ruins.
Análise: Geração Coca-Cola - Legião Urbana
Quando nascemos fomos programados
A receber o que vocês nos empurraram
Com os enlatados dos USA, de 9 às 6.
Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês.
Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Nós somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola.
Depois de vinte anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
A receber o que vocês nos empurraram
Com os enlatados dos USA, de 9 às 6.
Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês.
Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Nós somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola.
Depois de vinte anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser?
Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então, vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis.
Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Nós somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola.
Depois de vinte anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser?
Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então, vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis.
Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Nós somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola.
Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então, vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis.
Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Nós somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola.
Depois de vinte anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser?
Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então, vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis.
Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Nós somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola.
Análise: A letra sugere uma crítica direta ao Estado brasileiro, pois diz que ele apenas entrega lixo à população, nada de boa qualidade. Também diz que as leis brasileiras são motivos de piadas e que apenas estão manuscritas, a prática ainda não é eficaz.
Niilismo
É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “porquê”. niilismo passa a designar um movimento de rebelião contra a ordem estabelecida, o atraso, o imobilismo da sociedade e os seus valores. Opondo-se frontalmente a autores socráticos e, obviamente, à moral cristã, nega que a vida deva ser regida por qualquer tipo de padrão moral tendo em vista um mundo superior, pois isso faz com que o homem minta a si próprio, falsifique-se, enquanto vive a vida fixado numa mentira. Assim no niilismo não se promove a criação de qualquer tipo de valores, já que ela é considerada uma atitude negativa.
Niilismo passivo - Segundo Nietzsche, o niilismo passivo, ou niilismo incompleto, podia ser considerado uma evolução do indivíduo, mas jamais uma mudança nos valores. Através do anarquismo ou socialismo compreende-se um avanço; porém, os valores demolidos darão lugar para novos valores.
Niilismo activo - ou niilismo-completo, é onde Nietzsche se coloca. Este segundo sentido segue o mesmo rumo, mas propõe uma atitude mais ativa: renegando os valores metafísicos, redireciona a sua força vital para a destruição da moral. No entanto, após essa destruição, tudo cai no vazio: a vida é desprovida de qualquer sentido, reina o absurdo e o niilista não pode ver outra alternativa senão esperar pela morte (ou provocá-la). No entanto, esse final não é, para Nietzsche, o fim último do niilismo: no momento em que o homem nega os valores de Deus, deve aprender a ver-se como criador de valores e no momento em que entende que não há nada de eterno após a vida, deve aprender a ver a vida como um eterno retorno, sem o qual o niilismo seria sempre um ciclo incompleto.
Contracultura e a Arte da Contestação
Surgida nos Estados Unidos na década de 1960, a contracultura pode ser entendida como um movimento de contestação de caráter social e cultural. O movimento nasceu e ganhou força, principalmente entre os jovens desta década, seguindo pelas décadas posteriores até os dias atuais.
Os precursores da revolução contracultura foram os chamados beatniks, cuja característica mais importante foi o inconformismo com a realidade do começo da década de 1960, que serviu de base para o movimento hippie. Eles contestavam o consumismo e o otimismo do pós-guerra americano, o anticomunismo generalizado e a falta de pensamento crítico.
Podemos citar a cantora Janis Joplin como um símbolo deste movimento na década de 60. As letras de suas canções e seu estilo fugiam do convencional, criticando, muitas vezes, o padrão musical estabelecido pela cultura de massa.
Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumido como uma cultura underground, cultura alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento.
O gênero pode ser entendido como um embrião do movimento hippie, cujo principal marco histórico foi o "Woodstock", um grande festival ocorrido no estado de Nova Iorque em 1969, que contou com a participação de artistas de diversos estilos musicais, como o folk, o "rock'n'roll" e o blues, todos esses de alguma forma ligados às críticas e à contestação do movimento. O evento influenciou gerações e passou a ideia de contracultura, que se desenvolveu, principalmente, nos EUA e na Europa;
Pode-se ainda considerar muitos movimentos de massa ligados à ideia de rebelião como desenvolvimentos posteriores da contracultura, como, por exemplo, o movimento Punk. Este é visto, pelos próprios punks, como o fim do movimento Hippie. No entanto, o maior diferencial entre os Punks e Hippies, além do visual, é a crença na não-violência gandhiana, propagada pelos hippies e negada pelos punks. Embora haja controvérsia nesta negação da não-violência pelos punks, já que eles não apoiam, na totalidade de seu grupo, a violência física, mas sim uma violência contra os valores sociais através da agressividade visual (vestimentas e aparência), sonora (anti-música) e ideológica.
No Brasil, os filhos de políticos e militares de Brasília, que tiveram acesso à cultura, principalmente inglesa, já que o Punk, o Indie Rock e o Rock Alternativo estavam em alta na Grã-Bretanha naquela época, acabaram tendo contato, também com essa contracultura agressiva, mas ao mesmo tempo com um tom melancólico.
Bandas de Rock e Punk foram formadas no núcleo da contracultura do País do anos 80, Brasília, e graças ao isolamento da cidade e as Super Quadras, lá, essas bandas se desenvolveram e se uniram, trocando informações e pensamentos até a hora em que o Brasil não se via mais no clima de esperança trazido pela MPB. O Rock Nacional, a partir de então, deixa de se tornar uma contracultura marginalizada e passa a fazer parte da mentalidade da sociedade da época.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
80's Rock
Com a criação da nova capital, muitas pessoas, principalmente jovens, se interessaram pela cidade e tiverem curiosidade em conhecer algo tão novo e grandioso. Dessa forma, o fluxo de pessoas que foram para Brasília foi muito alto e levou consigo a cultura das demais partes do país.
Nessa época, o Brasil ainda estava diante de um governo ditatorial, o que estava fazendo o Brasil se desenvolver muito e rapidamente. Com esse avanço, o país teve a oportunidade de importar uma grande variedade de produtos de diversas áreas, tanto de máquinas para indústrias como instrumentos e outros meio dos filhos de políticos e militares terem acesso a cultura do exterior.
Bandas de punk e rock, principalmente inglesas, eram então ouvidas pelos jovens dessa “nova população”, e esse contato com o espírito de contestação desses dois gêneros musicais, somado a possibilidade dos jovens revoltados de Brasília poderem comprar seus instrumentos e musicarem seu descontentamento, assumiu papel importante para o surgimento do rock na Capital.
A ditadura, então, acabou gerando benefícios econômicos para o país, e, de certo modo, possibilitou o contato com ideias que concretizaram em atos a insatisfação da população. Revoltados com o governo absolutista que comandava a nação, os jovens de Brasília a criaram suas bandas e confrontaram o Estado por meio da música. Assim foi o surgimento de bandas como Legião Urbana, Plebe Rude, Made In Brazil, entre outras, que tiveram grande importância para o fim da ditadura, pois foi por meio dela que a população começou a se conscientizar, se unir e se mobilizar para, depois, por um fim nesse governo.
Outros centros urbanos, como Salvador, também tinham músicas que criticavam o governo, porém a atmosfera do rock, até antes desconhecida no Brasil, tinha um ar jovem, um ar de despreocupação com as consequências de confrontar o que deveria ser mudado, ar que gerou muitos seguidores do gênero, seguidores que se juntavam em grandes shows e protestavam cantando hinos de bandas como Legião Urbana.
O rock, diferente da MPB, não precisava se esconder atrás de metáforas, o que dava uma grande sensação de poder a quem mergulhava em sua ideologia. Assim, a história do rock crítico brasileiro é passada desde a criação de Brasília, o que levou pessoas das diversas regiões do país a irem para lá, até os dias de hoje. A música foi o meio de dar ao povo uma voz de mudança, uma voz de contestação, e, dessa forma, mudar a forma das pessoas pensarem e agirem, e fazer com que o Estado brasileiro mudasse da mesma forma.
Álbum: Que País É Esse?
Que País É este 1978/1987 é o terceiro álbum do Legião Urbana
Lançado em 1987, traz uma sonoridade mais pesada, além de canções compostas na época do Aborto Elétrico, primeira banda de Renato Russo. No Brasil foram vendidos mais de 1 milhão de cópias e sendo premiado com Disco de Diamante pela ABPD.
MPB vs Rock: Diretas Já
Fafá de Belém, cantora de MPB, e uma das protagonistas do movimento "Diretas Já"
“Diretas Já” foi um movimento político democrático com grande participação popular que ocorreu no ano de 1984. Após mais de 15 anos de regime militar, a sociedade brasileira se mobilizava buscando um país mais democrático, pretendendo, essencialmente, poder escolher o Presidente da Nação. O movimento apoiava a emenda do deputado Dante de Oliveira, que restabeleceria as eleições diretas para presidente da República do Brasil.
Passeatas e comícios em muitas cidades brasileiras foram realizados, tendo como participantes figuras como Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, José Serra, Mário Covas, Teotônio Vilela, Eduardo Suplicy, Leonel Brizola, Luís Inácio Lula da Silva, Miguel Arraes, entre outros. Artistas, jogadores de futebol e cantores da MPB também participaram, tornando o gênero uma das vozes do movimento.
Em janeiro de 1984 cerca de 300.000 pessoas se reuniram na praça da sé, em São Paulo. Três meses depois um milhão de cidadãos tomou o Rio de Janeiro. Algumas semanas depois cerca de 1,7 milhões de pessoas se mobilizaram em São Paulo. Músicas como "Coração de estudante" de Milton Nascimento davam à época um tom de esperança quanto ao fim do regime militar.
Em 25 de abril de 1984 a emenda constitucional das eleições diretas foi colocada em votação, porém, essa não foi aprovada.
Mesmo realizando uma enorme pressão para que as eleições diretas fossem oficializadas, os deputados não se sensibilizaram mediante ao apelo. Por uma diferença de 22 votos o Brasil continuou com as eleições indiretas para as eleições de 1985. Para dar à disputa uma aparência democrática, o governo permitiu que civis concorressem ao pleito.
Em 15 de janeiro de 1985, ocorreram eleições indiretas e Tancredo Neves foi eleito presidente do Brasil. Porém, em função de uma doença, Tancredo faleceu antes de assumir o cargo, sendo seu vice, José Sarney, o primeiro presidente civil após o regime de a Ditadura Militar (1964-1985). Mas Ulysses Guimarães, na época, presidente da Câmara dos Deputados, deveria ter assumido o cargo, já que Tancredo não tinha assumido o cargo antes de falecer, tonando polêmica a posse de Sarney.
A decepção da população foi absoluta, todos já estavam se preparando para o processo de redemocratização do País quando Sarney assumiu seu posto como seu vice.
O grito do Rock soou alto mais uma vez. O Rock de Brasília atravessou o cerrado pra dar voz a insatisfação da nação. Em 87 Legião Urbana lançava o álbum "Que País É Esse" e as mensagens do Rock se viam mais vivas do que nunca, deixando de se tornar contracultura para se tornar a cultura efetiva da época.
As eleições diretas para presidente do Brasil só ocorreriam em 1989, após ser estabelecida na Constituição de 1988, e Fernando Collor de Melo foi escolhido pelo voto popular, concretizando o processo de redemocratização, porém as bandas de Rock desse final de processo de redemocratização se imortalizaram na história do País.
Lei da Anistia
Presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo
mandato: 15 de março de 1979 - 15 de março de 1985
É o nome popular da lei n° 6.683, promulgada pelo presidente Figueiredo em de 28 de agosto de 1979, ainda durante a ditadura militar, onde se estabelece:
Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares ...(vetado).
§ 1º - Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política.
A luta pela anistia dos opositores da ditadura foi protagonizada por estudantes, jornalistas e políticos de oposição ao regime, que formaram comitês que reuniam filhos, mães, esposas e amigos de presos políticos. Ele defendiam uma anistia ampla, geral e irrestrita a todos os brasileiros exilados no período da repressão política. Em 1978 foi criado, no Rio de Janeiro, o "Comitê Brasileiro pela Anistia", com sede na Associação Brasileira de Imprensa.
O governo João Batista Figueiredo encaminhou ao Congresso o seu projeto, em junho de 1979, porém o projeto governista atendeu apenas parte dos interesses, já que excluiu os condenados por atentados terroristas e assassinatos segundo o seu art. 1o, favorecendo também militares, e os responsáveis pelas práticas de tortura.
Em suma, a Lei, para os Militares e responsáveis pelas torturas e mortes não passou de um "tapinha nas costas", a anestia foi, então, servida para ambos os lados.
Ditadura: A Criação de Uma Sociedade Inconformada
Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro presidente do regime militar no Brasil
A Ditadura durou por mais de duas décadas e já estava em desgaste havia muito tempo. A sociedade pedia as liberdades individuais restringidas e exigia que os presos políticos fossem soltos mas, mesmo com toda essa pressão, naquele momento o país não mostrava sinais claros de retornar à democracia.
Depois dos anos de “chumbo” do governo Médici, governo de maior opressão do regime militar, Ernesto Gabriel assumiu a presidência em 1974 e trouxe uma esperança de retorno à democracia com a abertura política “lenta e gradual”. Com a aprovação da Lei da Anistia, em 1979, pelo governo de João Batista Figueiredo, esperava-se que o regime cessasse rapidamente.
Os militares enfrentavam dificuldades para recuperar a economia do país. Nesta época, os índices de inflação eram muito altos, além dos inúmeros casos de corrupção na máquina pública revelados pela imprensa. Os setores de saúde e educação enfrentavam rombos enormes e a sociedade pressionava para que os militares deixassem o poder com vários movimentos como as Diretas Já.
A eleição presidencial de Tancredo Neves em 1984 pelo Colégio Eleitoral marcou o fim da Ditadura Militar, apesar de não obter apoio de partidos da esquerda como o Partido dos Trabalhadores e o Partido Comunista. Entretanto, Tancredo Neves foi internado antes de ocupar o cargo e faleceu um mês depois e quem ocupou o cargo da presidência foi seu vice, José Sarney.
Sarney assume a Presidência interinamente em 15 de março de 1985. Em 22 de abril, após a morte de Tancredo, é investido oficialmente no cargo e governa até 15 de março de 1990, um ano a mais que o previsto na carta-compromisso da Aliança Democrática, pela qual chegou ao poder. A expressão “Nova República”, criada pelo deputado Ulysses Guimarães para designar o plano de governo da Aliança Democrática, é assumida por Sarney como sinônimo de seu governo.
Em 10 de maio de 1985 uma emenda constitucional restabelece as eleições diretas para a Presidência e prefeituras das cidades consideradas como área de segurança nacional pelo Regime Militar. A emenda também concede o direito de voto aos analfabetos e aos jovens maiores de 16 anos.
Em 1988 é promulgada a nova Constituição do país. Na área econômica, o governo Sarney cria quatro planos de estabilização, com sucesso parcial apenas no primeiro. O governo Sarney faz vista grossa à corrupção crescente.
Em 1989, a sociedade votou pela primeira vez após o fim do Regime Militar, elegendo como presidente Fernando Collor de Mello.
Criação de Brasília II e fim da República Democrática
Na foto a esquerda, JK e Jango, e na foto a direita, Jânio (dir.) ao lado de "El Che"
Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da republica em outubro de 1955 e seu governo foi muito dinâmico e modernizador, dando destaque à chamada política desenvolvimentista, ou seja, fazer o Brasil crescer e se desenvolver “cinqüenta anos em cinco”.
Levar a capital para o interior do país descentralizaria o poder e promoveria o desenvolvimento de outras regiões. Faltava, apenas, um presidente destemido para enfrentar esta empreitada.
O mineiro Juscelino foi ousado, deu início à construção da nova capital, mesmo sob fortes críticas. O projeto da cidade, chamado Plano Piloto, foi realizado pelo urbanista Lucio Costa e as construções projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer e em 21 de abril de 1960 Brasília foi inaugurada.
Quem sucedeu Juscelino foi o presidente Jânio Quadros, ele foi eleito em 1960, mas seu mandato não durou muitos meses. Com a renúncia do presidente Jânio, quem assume a presidência é o vice João Goulart, o Jango.
Naquela época os ministros militares já não aceitavam a posse de Jango, pois era mais próximos de movimentos populares e sindicalista daquela época. Houve ali uma grande negociação política entre congresso, cúpula militar e tropas legalistas, possibilitando Jango ficar no poder ate 1964.
No dia 1 de abril de 1964, Jango foi deposto e quem assume e Ranieri Mazzillini e após 15 dias, através do ato institucional numero 1 ,assume a presidência Humberto de Alencar Castelo Branco, iniciando-se a ditadura militar.
Criação de Brasília
A ideia de mudar a capital do Brasil começou em 1761 com o Marques de Pombal, então o primeiro ministro de Portugal. Ele propunha mudar a capital do império Português para o interior do Brasil colônia.
Porém, apenas no ano de 1955 durante um comício em Jotai, Goiana, o candidato à presidência, Juscelino Kubitschek, foi questionado se ele respeitaria constituição, interiorizando a capital federal. Jk afirmou que se eleito presidente iria transferir a capital e estabeleceu a construção de Brasília como meta síntese do seu plano de metas.
Para fazer a transferência simbólica da capital do rio de janeiro para Brasília, Jk fechou solenemente os portões do Palácio do Catete, então transformado em Museu da Republica em 21 de abril de 1960. Acidade de Brasília foi fundada no mesmo dia e mês.
Através de um concurso público nacional o projeto “Plano Piloto”, de Lucio Costa, foi escolhido e Oscar Niemayer projetou os principais prédios da cidade.
Apesar de a cidade ser construída em tempo recorde, a transferência efetiva do governo só foi feita durante o governo dos militares na década de 70.
A mudança da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília foi muito contestada. O Rio era um dos centros populacionais com um maior numero de habitante na época, e por isso a população poderia exercer uma maior pressão reivindicando seus direitos. Já Brasília, que se localizava no centro – oeste do País, local de difícil acesso pra população na época, a população não poderia exercer a mesma pressão.
Tudo o que havia no Rio de Janeiro teve que ser transferido para Brasília. Todos os poderes e centros políticos foram levados para a nova capital, e assim, então, a população de Brasília foi, inicialmente, formada pelos políticos e militares que se mudaram pra lá, juntamente com suas famílias.
O “isolamento” da nova população em formação, somada ao acesso a informações que só os filhos de políticos e militares tinham do exterior contribuiu para a formação da contra cultura da capital. Bandas foram formadas na cidade, criticando o governo e o políticos em suas letras, criando assim, um movimento jovem e contestador numa cidade antes “no meio do nada”.
Foto: Construção de Brasília
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