Surgida nos Estados Unidos na década de 1960, a contracultura pode ser entendida como um movimento de contestação de caráter social e cultural. O movimento nasceu e ganhou força, principalmente entre os jovens desta década, seguindo pelas décadas posteriores até os dias atuais.
Os precursores da revolução contracultura foram os chamados beatniks, cuja característica mais importante foi o inconformismo com a realidade do começo da década de 1960, que serviu de base para o movimento hippie. Eles contestavam o consumismo e o otimismo do pós-guerra americano, o anticomunismo generalizado e a falta de pensamento crítico.
Podemos citar a cantora Janis Joplin como um símbolo deste movimento na década de 60. As letras de suas canções e seu estilo fugiam do convencional, criticando, muitas vezes, o padrão musical estabelecido pela cultura de massa.
Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumido como uma cultura underground, cultura alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento.
O gênero pode ser entendido como um embrião do movimento hippie, cujo principal marco histórico foi o "Woodstock", um grande festival ocorrido no estado de Nova Iorque em 1969, que contou com a participação de artistas de diversos estilos musicais, como o folk, o "rock'n'roll" e o blues, todos esses de alguma forma ligados às críticas e à contestação do movimento. O evento influenciou gerações e passou a ideia de contracultura, que se desenvolveu, principalmente, nos EUA e na Europa;
Pode-se ainda considerar muitos movimentos de massa ligados à ideia de rebelião como desenvolvimentos posteriores da contracultura, como, por exemplo, o movimento Punk. Este é visto, pelos próprios punks, como o fim do movimento Hippie. No entanto, o maior diferencial entre os Punks e Hippies, além do visual, é a crença na não-violência gandhiana, propagada pelos hippies e negada pelos punks. Embora haja controvérsia nesta negação da não-violência pelos punks, já que eles não apoiam, na totalidade de seu grupo, a violência física, mas sim uma violência contra os valores sociais através da agressividade visual (vestimentas e aparência), sonora (anti-música) e ideológica.
No Brasil, os filhos de políticos e militares de Brasília, que tiveram acesso à cultura, principalmente inglesa, já que o Punk, o Indie Rock e o Rock Alternativo estavam em alta na Grã-Bretanha naquela época, acabaram tendo contato, também com essa contracultura agressiva, mas ao mesmo tempo com um tom melancólico.
Bandas de Rock e Punk foram formadas no núcleo da contracultura do País do anos 80, Brasília, e graças ao isolamento da cidade e as Super Quadras, lá, essas bandas se desenvolveram e se uniram, trocando informações e pensamentos até a hora em que o Brasil não se via mais no clima de esperança trazido pela MPB. O Rock Nacional, a partir de então, deixa de se tornar uma contracultura marginalizada e passa a fazer parte da mentalidade da sociedade da época.


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