Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro presidente do regime militar no Brasil
A Ditadura durou por mais de duas décadas e já estava em desgaste havia muito tempo. A sociedade pedia as liberdades individuais restringidas e exigia que os presos políticos fossem soltos mas, mesmo com toda essa pressão, naquele momento o país não mostrava sinais claros de retornar à democracia.
Depois dos anos de “chumbo” do governo Médici, governo de maior opressão do regime militar, Ernesto Gabriel assumiu a presidência em 1974 e trouxe uma esperança de retorno à democracia com a abertura política “lenta e gradual”. Com a aprovação da Lei da Anistia, em 1979, pelo governo de João Batista Figueiredo, esperava-se que o regime cessasse rapidamente.
Os militares enfrentavam dificuldades para recuperar a economia do país. Nesta época, os índices de inflação eram muito altos, além dos inúmeros casos de corrupção na máquina pública revelados pela imprensa. Os setores de saúde e educação enfrentavam rombos enormes e a sociedade pressionava para que os militares deixassem o poder com vários movimentos como as Diretas Já.
A eleição presidencial de Tancredo Neves em 1984 pelo Colégio Eleitoral marcou o fim da Ditadura Militar, apesar de não obter apoio de partidos da esquerda como o Partido dos Trabalhadores e o Partido Comunista. Entretanto, Tancredo Neves foi internado antes de ocupar o cargo e faleceu um mês depois e quem ocupou o cargo da presidência foi seu vice, José Sarney.
Sarney assume a Presidência interinamente em 15 de março de 1985. Em 22 de abril, após a morte de Tancredo, é investido oficialmente no cargo e governa até 15 de março de 1990, um ano a mais que o previsto na carta-compromisso da Aliança Democrática, pela qual chegou ao poder. A expressão “Nova República”, criada pelo deputado Ulysses Guimarães para designar o plano de governo da Aliança Democrática, é assumida por Sarney como sinônimo de seu governo.
Em 10 de maio de 1985 uma emenda constitucional restabelece as eleições diretas para a Presidência e prefeituras das cidades consideradas como área de segurança nacional pelo Regime Militar. A emenda também concede o direito de voto aos analfabetos e aos jovens maiores de 16 anos.
Em 1988 é promulgada a nova Constituição do país. Na área econômica, o governo Sarney cria quatro planos de estabilização, com sucesso parcial apenas no primeiro. O governo Sarney faz vista grossa à corrupção crescente.
Em 1989, a sociedade votou pela primeira vez após o fim do Regime Militar, elegendo como presidente Fernando Collor de Mello.

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